sexta-feira, 18 de abril de 2008

Código de ética da cadeia.

O instituto de criminalística de São Paulo, concluiu que a menina Isabella Nardoni foi assassinada pelo pai e por sua madrasta.
Foi descartada a hipótese de uma terceira pessoa no crime.
Caso essa aberração seja confirmada mesmo, os assassinos estarão à mercê de duas justiças: A Justiça formal e a inevitável justiça da cadeia.
Haverá duas sentenças, uma condenatória dentro do código criminal e outra, que será a sentença de morte, conforme o duro e sério código de ética da cadeia.
Estupradores, delatores, assassinos de criancinhas, dentre outros delitos que são inaceitáveis no mundo carcerário, são punidos invariavelmente com tortura seguido de morte.
Cadeias especiais para portadores de diploma só existe na fase inicial de processo, após isso, quando condenados, os espaços divididos são os mesmos entre o mais humilde e o mais nobre criminoso.
Estarão fadados, os assassinos de Isabella, aos suplícios que impuseram à criança indefesa, à barbarie dos abutres executores do inferno em vida.
Infelizmente é isto!
Com certeza já sabem que quebraram a ética dos criminosos, morrerão através de suas consciências por algum tempo em vida. Já devem estar envoltos pela névoa escura do mêdo que antecede aos futuros apenados.
O final já está escrito e definido.
Não posso admitir a vingança em hipótese alguma, mas a lei do mundo carcerário prevalecerá, como em outros casos que temos notícia.
Meu Deus, dê aos homens que investigam esse caso a sabedoria e a lucidez devida para que não sejam objetos da injustiça.
Não deixe que a força e o clamor popular venham a influenciar qualquer decisão. Que a precipitação não apague a coerência e a técnica necessária para que o resultado final dos trabalhos não seja duvidoso.
Faça prevalecer a justiça e a verdade, pois a sociedade não poderá arcar com dois ônus: morte de uma criança e a condenação equivocada de pseudos assassinos.

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