quinta-feira, 17 de abril de 2008

Como se sentir livre, mesmo estando acompanhado.

Hoje, um amigo separado há mais de dois anos, ligou-me e conversamos muito.
Acompanhei na época a separação, que não foi litigiosa, mas que abalou muito os dois, que sempre foram meus amigos.
O amigo, o qual ficará oculto neste post, foi casado por pelo menos uns vinte anos. Não tiveram filhos, constituíram um excelente patrimônio, mas deixaram que o casamento caísse na cruel monotonia.
Falamos sobre ter liberdade solitária e mencionei sobre a liberdade a dois.
Quase que me caçoando quis me fazer crer que não há liberdade a dois.
Sei lá se sou afortunado por ter minha história repleta de situações, que me fazem contestativo nessas situações. Saquei a minha experiência de viúvo, de alguém que se casou jovem, de quem teve filhos e uma série de situações de alegrias e sofrimentos.
Quando fiquei viúvo pensei em nunca mais me relacionar com alguém. Passado um ano já tinha uma outra visão. Namorei uma, duas, três..... algumas pessoas.
Realmente é complicado gostar de alguém ou imaginar que se pode ter liberdade estando com alguém. Mas há uma palavra chave para qualquer relacionamento seja completo: amor.
Quando somos jovens casamos pela paixão; nem sempre a paixão se torna em amor.
Amor é a soma de uma série de fatores; de vários segmentos que o sustenta.
Não é simplesmente gostar do sorriso, das pernas, dos olhos, da barriga, do som da voz.
Talvez seja também isso, mas envolve a alma, a felicidade de ter alguém. A admiração pela pessoa com quem se está e com quem quer ficar sempre.
Quando todos esses requisitos são preenchidos, a liberdade é um segmento que também existe no relacionamento. Quanto mais se ama, mais nos sentimos livres.
Meu amigo ficou na mesma!
Senti que embora tenha sido casado por anos, jamais amou sua companheira. Talvez tivessem alguma afinidade, por algum motivo qualquer. Uma sociedade que foi criada com começo, meio e fim definido. No meu entendimento foi uma sociedade exata, pois realmente, tiveram um crescimento econômico fabuloso.
Mas senti que só foi isso e que a alma do meu amigo se encontra em estado de extrema pobreza.
Conquistou muita matéria, mas o crescimento espiritual ainda não veio.
Confiar, sentir-se forte e livre só têm a ver com a alma.
Infelizmente algumas pessoas só vêm a perceber e conseguir buscar o crescimento da alma, depois de muito sofrimento.
Sou livre, me sinto livre como nunca.
E nunca estive tão acompanhado e comprometido como hoje.

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