segunda-feira, 28 de abril de 2008

Passeios.


A pouco mais de 30 quilômetros do centro, a Serra da Cantareira é um refúgio para quem gosta de natureza, quer sair da rotina e procura respirar novos ares em um lugar pertinho da capital. Seus 80 quilômetros quadrados reservam trilhas, cachoeiras, vales e um visual encantador. Com a proximidade do verão, um dos programas preferidos dos paulistanos que sobem a serra, onde a temperatura é mais agradável, são os passeios a cavalo. Organizados por vários haras e sítios, eles podem ser feitos de dia ou à noite e custam entre 15 e 40 reais por pessoa. "O nível de dificuldade das trilhas depende da habilidade dos participantes em andar a cavalo", explica Caio Cunha, dono da Estabulagem Santa Rita, que promove cavalgadas com duração que varia de duas horas a um dia inteiro.

Visitantes recebem instruções: animais adestrados
Com uma das melhores infra-estruturas da região, o Haras Cantareira reúne cerca de cinqüenta animais em suas cocheiras. A maioria deles pertence à raça puro-sangue lusitano, que descende dos cavalos utilizados pela realeza européia na Idade Média e chega a custar 10 000 reais. "Eles são adestrados e ideais para quem não tem experiência em montar", diz o gerente Josivan Moisés da Silva. Acompanhados por guias, os grupos percorrem caminhos de 15 quilômetros em mata fechada. Para os cavaleiros de primeira viagem, existe no local uma pequena pista com instrutores à disposição. Duas vezes por semana, o estudante Bruno Melo, de 9 anos, sobe a serra com os pais para cavalgar. Ele conta que no começo tinha receio de cair, mas com o tempo superou o medo. "Hoje gosto mais de andar a cavalo que de jogar videogame ou futebol", garante o menino.
O engenheiro Nelson Dutra de Oliveira, convencido pelo filho adolescente Guilherme a conhecer o clima bucólico da Cantareira, gostou tanto do ambiente que resolveu comprar três cavalos para cavalgar com a família nos fins de semana. Para guardá-los, ele aluga cocheiras em um haras. Cada uma custa 350 reais por mês. "Volto com a bateria recarregada", afirma Oliveira. Além dos passeios à luz do dia, alguns ranchos organizam também cavalgadas noturnas. Nesse período, os grupos são formados sobretudo por executivos que saem diretamente do trabalho para curtir a tranqüilidade da serra. Eles preferem as noites de lua cheia, quando os caminhos ficam mais iluminados e aumenta o espírito de aventura. Na volta, o programa termina nas tavernas com música ao vivo que funcionam dentro dos próprios sítios. "As pessoas vêm para cá com a mesma animação com que saem para uma balada na Vila Olímpia", compara Caio Cunha.
Estabulagem Santa Rita. Estrada da Roseira, Km 9,5, Serra da Cantareira. Haras Cantareira. Estrada da Roseira, Km 8,5 4485-1244. Haras Hamilton. Estrada Santa Inês, Km 14, 9953-4980. Rancho Conquista. Estrada Santa Inês, Km 2, 4482-1740.

Procuram-se cavalos
Um certo clima de Velho Oeste americano tomou conta da Serra da Cantareira nos últimos meses. Mais de vinte cartazes de "procura-se" foram fixados nas paredes de bares e mercadinhos da região. Os autores dos anúncios são alguns donos de haras e sítios que tiveram cavalos e éguas roubados de suas propriedades. Eles oferecem recompensas de 500 reais para quem der informações precisas sobre o paradeiro dos animais. Embora as vítimas tenham registrado boletins de ocorrência na delegacia de Mairiporã, até agora nenhum cavalo foi recuperado. Segundo testemunhas, os ladrões agem de madrugada e fogem galopando pelas ruas de terra da redondeza. "Acho que eles roubam para vender em feiras do interior e de outros Estados", diz o piloto de helicóptero Marcelo Graciotti. Há dois meses, dois mangas-largas desapareceram das cocheiras de seu sítio. Cada um é avaliado em 4 500 reais e um deles carrega na coxa traseira a marca "JO" do criador. Recentemente, o publicitário Caio Cunha teve três cavalos roubados do pasto de seu rancho. "Eram os melhores que eu tinha", lamenta.


Créditos: Vejinha São Paulo.

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