quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Conheça um pouco sobre loucura e obsessão espiritual.



Loucura ou Obsessão Espiritual?

“Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

- Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem”.(O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, Questão 459).

Recentemente, foi manchete nos jornais e na mídia televisiva o caso de uma mulher que ateou fogo numa aposentada idosa em uma agência bancária no Rio de Janeiro.

A aposentada foi internada em estado grave com 60% do corpo queimado e veio a falecer posteriormente.

A agressora justificou à polícia o seu ato por conta da raiva que sentiu ao não conseguir receber a sua pensão na agência bancária.

Mas, de acordo com o banco, ela não recebeu o benefício porque veio na data errada (não era o dia certo de seu recebimento).

Confessou ainda à polícia que praticou tal ato porque estava fora do seu normal e se sentia perseguida por uma luz que a “esfaqueava por dentro”.

Essa luz dizia que ia matá-la e aos seus filhos também.

Apesar de ter praticado um ato tão bárbaro, disse que não estava arrependida.

Eu pergunto: “É um caso de loucura ou obsessão espiritual?”.

Como pode se diferenciar a loucura propriamente dita de uma interferência espiritual obsessora? No caso dessa mulher, é difícil de responder com certeza até porque cada caso é um caso.

É muito tênue a linha divisória que separa a loucura da obsessão espiritual.

Mas, sem a menor sombra de dúvida, a obsessão espiritual pode ser a causa de um processo de loucura.

Na psicogênese de inúmeros casos de loucura, é freqüente a existência de um fator obsessivo, ou seja, a interferência de espíritos que têm por objetivo causar irritação para prejudicar o obsediado.

Pode ser o caso dessa mulher que estava irritada, aborrecida, e que se sentia perseguida por uma luz que a “esfaqueava por dentro” (na minha prática clínica, é comum na regressão de memória o paciente ver o seu obsessor como uma luz cinza ou um vulto escuro, uma sombra).

Não obstante, é importante dizer aqui que inúmeros pacientes em hospitais ou clínicas psiquiátricas não são loucos no sentido da palavra. São apenas obsediados.

Portanto, há que se diferenciar um distúrbio mediúnico, espiritual, de um distúrbio psiquiátrico propriamente dito.

Allan Kardec, o codificador do Espiritismo dizia: “Há loucura que não é loucura, é apenas obsessão.

Mas há loucura que não passa de um transtorno eminentemente psiquiátrico”.

No entanto, é importante esclarecer que um distúrbio mediúnico, caso se prolongue por muito tempo, pode ocasionar um dano no cérebro e provocar a loucura psiquiátrica.

Desta forma, se de um lado existem os espíritos obsessores que prejudicam o obsediado influenciando-o negativamente em seus pensamentos e ações, existem também os espíritos protetores a nos guiar e orientar diante das adversidades da vida.

Portanto, não é um exagero dizer que a todo o momento estamos sendo guiados ou influenciados por bons ou maus espíritos.

Mas é através de nossos pensamentos, sentimentos e atitudes no dia-a-dia, que determinamos ao lado de quem estaremos: bons ou maus espíritos.

É bom lembrar que os espíritos se ligam a nós pela afinidade de nossos padrões vibratórios de pensamentos, sentimentos e atitudes.

Se você vibra negativamente, cultivando no cotidiano ódio, ira, rancor, desesperança, tristeza, medos, vingança, amargura, é óbvio que irá atrair os maus espíritos.

Lembre-se que é você que atrái os bons ou maus espíritos, de acordo com a Lei da Afinidade (os semelhantes se atraem).

Entre o bem e o mal é você quem escolhe de que lado quer ficar.

Ligue-se com a luz, evoque a presença dos espíritos superiores cultivando bons pensamentos, sentimentos e atitudes, que assim será protegido por eles, mesmo não percebendo.



Caso Clínico:Depressão e sentimento de incapacidade

Homem de 35 anos, solteiro.

O paciente me procurou por conta de seu sentimento de incapacidade e inferioridade.

Cultivava constantemente pensamentos críticos - se desvalorizando - do tipo: “Você é burro, retardado”; “Você é um fracasso, é melhor desistir porque não vai dar certo”.

Tudo que começava não terminava, pois tinha auto-estima muito baixa.

Acordava depressivo, pois era comum se sentir atormentado por esses pensamentos.

Desta forma, queria saber o porquê de ser tão critico, exigente consigo mesmo e que o levava a se sentir incapaz.

Ao regredir, me relatou: “Sinto algo pressionando o meu rosto... a impressão é que alguém está empurrando, afundando o meu rosto no divã (pausa).

Vejo agora na minha frente uma luz cinza, meio escura...Estou sentindo um calafrio muito forte pelo corpo todo com a presença dessa luz aqui no consultório”.

- Pergunte a essa luz (entidade espiritual) se ela teria algo a lhe dizer - peço ao paciente.

“Ela me diz: ‘Você vai morrer!’.

‘Você não tem nada na vida porque é um desgraçado!’.- Pergunte-lhe o que você fez para ela no passado?

“Está me dando tontura porque o divã está girando rapidamente (é comum em meu consultório a entidade obsessora fazer o divã ”rodopiar” para agredir e amedrontar o paciente.

Em verdade, é tudo uma ilusão, uma falsa sensação, pois em nenhum momento o divã sai do lugar).

Agora parou, não sinto mais o divã girando...Olhando bem para essa luz cinza, percebo que é uma mulher (pausa)”.

- Pergunte-lhe que relação vocês tiveram no passado - peço ao paciente.

“Ela me diz que fomos casados e que desgracei a vida dela”.

- O que você fez para ela?

“Ela fala que eu tirei a vida dela, que não a deixei viver. Por isso, qualquer deslize, erro que eu cometo na vida atual, me cobra, condena, não me deixa viver também (paciente entende agora que aqueles pensamentos negativos, críticos, condenatórios, que o fazem se sentir inferiorizado, depressivo e com baixa auto-estima não são dele, mas provocados por essa entidade espiritual)”.

- Pergunte se ela sabe há quanto tempo está desencarnada, em espírito na escuridão, nas trevas?

“Diz chorando que não sabe ao certo, mas é provável que se trate de mais de 100 anos”.

- Você gostaria de lhe dizer alguma coisa?

- Pergunto ao paciente.“Eu peço perdão, de coração pelo que lhe fiz, e que hoje jamais tiraria a sua vida” (paciente fala emocionado).

- Pergunte se ela quer ser ajudada, se deseja sair desse lugar escuro?

“Ela diz que sim”.

- Então, pede para ela evocar os espíritos amparadores, benevolentes, para sair desse lugar - peço ao paciente (pausa).

“Vejo um ser de luz - é uma luz muito intensa, clara - se aproximando dela (pausa).

Eles estão agora entrando por um túnel iluminado... sumiram.

Uma outra luz clara, bem intensa, vindo de cima se aproxima de mim. Sinto uma paz muito grande, é incrível!”.

- Pede para ela se identificar...“Diz que é a minha mentora espiritual (entidade espiritual diretamente responsável pela evolução do paciente que o guia, protege e o aconselha).

Sinto uma paz e tranqüilidade vindo dela e uma luz bem clara que ela irradia e que me ilumina também.

Ela me diz que preciso ser forte, não ter medo, e que está sempre me ajudando em todos os momentos difíceis de minha vida.

Diz para eu fazer tudo na vida com amor e dedicação.

Sinto uma paz enorme, pois ela emana uma energia muito boa.

Sua luz está irradiando a sala toda”. (Paciente se refere ao consultório).

- Veja se sua mentora espiritual teria mais alguma coisa a lhe dizer - peço ao paciente.

“Ela só pede para eu cultivar o amor em meu coração e agradece ao senhor (referindo-se a mim como terapeuta) por essa oportunidade de poder se comunicar comigo”.

Após ter passado por mais quatro sessões de regressão, o paciente estava se sentindo muito bem, mais animado e motivado.

Não vinham mais em sua mente aqueles pensamentos críticos, negativos e desqualificadores que o deixavam deprimido, desesperançoso e inseguro.

Antes do tratamento, por qualquer deslize ou erro que cometesse, vinham muito forte esses pensamentos que ficavam martelando em sua mente, e que o levavam a se sentir deprimido e desmotivado. Sentia que tinha tirado um peso enorme de suas costas, bem como resgatado sua auto-estima.
Por Osvaldo Shimoda.

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