quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O que mais preocupa é o silêncio dos bons.



Diamantina, interior de Minas, 1914.
O jovem Juscelino Kubitschek, de 12 anos, ganha seu primeiro par de
sapatos. Passou fome. Jurou estudar e ser alguém. Com inúmeras
dificuldades, concluiu Medicina e se especializou em Paris. Como
presidente, modernizou o Brasil. Legou um rol impressionante de obras e amantes; humilde e obstinado, é (e era) querido por todos.

Brasília, 2003.
Lula assume a presidência. Arrogante, se vangloria de não ter
estudado. Acha bobagem falar inglês. 'Tenho diploma da vida', afirma.
E para ele basta. Meses depois, diz que ler é um hábito chato. Quando
era sindicalista, percebeu que poderia ganhar sem estudar e sem
trabalhar - sua meta até hoje, ao que parece.

Londres, 1940.
Os bombardeios são diários, e uma invasão aeronaval nazista é
iminente. O primeiro-ministro W. Churchill pede ao rei George VI que
vá para o Canadá. Tranqüilo, o rei avisa que não vai. Churchill
insiste: então que, ao menos, vá a rainha com as filhas. Elas não
aceitam e a filha mais velha entra no exército britânico; como
tenente-enfermeira, sua função é recolher feridos em meio aos
bombardeios. Hoje ela é a rainha Elizabeth II.

Brasília, 2005.
A primeira-dama Marisa requer cidadania italiana - e consegue.
Explica, candidamente, que quer 'um futuro melhor para seus filhos'.

E O FUTURO DOS NOSSOS FILHOS?

Washington, 1974.
A imprensa americana descobre que o presidente Richard Nixon está
envolvido até o pescoço no caso Watergate. Ele nega, mas jornais e
Congresso o encostam contra a parede, e ele acaba confessando.
Renuncia nesse mesmo ano, pedindo desculpas ao povo.

Brasília, 2005.
Flagrado no maior escândalo de corrupção da história do País, e
tentando disfarçar o desvio de dinheiro público em caixa 2, Lula é
instado a se explicar. Ante as muitas provas, Lula repete o 'eu não
sabia de nada!', e ainda acusa a imprensa de persegui-lo. Disse que
foi 'traído', mas não conta por quem.

Londres, 2001.
O filho mais velho do primeiro-ministro Tony Blair é detido,
embriagado, pela polícia. Sem saber quem ele é, avisam que vão ligar
para seu pai buscá-lo. Com medo de envolver o pai num escândalo, o
adolescente dá um nome falso. A polícia descobre e chama Blair, que
vai sozinho à delegacia buscar o filho, numa madrugada chuvosa. Pediu desculpas ao povo pelos erros do filho.

Brasília, 2005.
O filho mais velho de Lula é descoberto recebendo R$ 5 milhões de uma empresa financiada com dinheiro público. Alega que recebeu a fortuna vendendo sua empresa, de fundo de quintal, que não valia nem um décimo disso. O pai, raivoso, o defende e diz que não admite que envolvam seu filhinho nessa 'sujeira'.
Qual sujeira?

Nova Délhi, 2003.
O primeiro-ministro indiano pretende comprar um avião novo para suas viagens. Adquire um excelente, brasileiríssimo EMB-195, da Embraer, por US$ 10 milhões.

Brasília, 2003.
Lula quer um avião novo para a presidência. Fabricado no Brasil não
serve. Quer um dos caros, de um consórcio anglo-alemão. Gasta US$ 57 milhões e manda decorar a aeronave de luxo nos EUA.






“O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.'
Martin Luther King”

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