sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Morte em doses homeopáticas.

Assunto meio complicado. Falar em morte para alguns é coisa de muito mau gosto, ou de mau agouro.


Mas vejam bem: ontem fui a uma reunião em um grande hospital aqui em São Paulo. Aguardei o início da reunião próximo ao necrotério do Hospital. Por uma hora que estive lá, contei a entrada de seis cadáveres.


Perguntei a um dos funcionários sobre a quantidade de pessoas mortas que eu vira. Ele riu e me disse que o número de mortos por dia no hospital variava de 20 a 50 por dia. Fiquei impressionado.


Na reunião puxei o assunto e alguns médicos me disseram que há uma ala no hospital de pacientes terminais, alguns deles internados há mais de um ano. Agora pergunto: não seria um ato misericordioso abreviar o sofrimento? Qual família que em sã consciência comunga em ver uma pessoa definhar, sofrer e ir até a morte sem chance de reversão?
Sou bem claro e gostaria que este post sirva como um documento, uma declaração.


CASO EU VENHA A CHEGAR NUMA SITUAÇÃO DESSAS EU QUERO QUE ABREVIEM O MEU SOFRIMENTO.

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