sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Projeto Philadelfia


O "Andrew Furuseth" dirigiu sua quilha rumo ao ponto de atraque que lhe correspondia. Os motores, já quase parando, deixavam escutar os gritos, na forma de ordens, que se proferiam desde a terra. "Andrew Furuseth" volveu-se em sua manobra à direita, um pouco perigosamente. Se não tivesse corrigido seu rumo quase imediatamente, haveria abalroado um vaso de guerra cuja proa sobressaía alguns metros do limite de uns dos embarcadouros. Carlos Allende, marinheiro, pôde distinguir até os mais mínimos detalhes do barco militar, a atividade dos marinheiros sobre as pontes, as armas de guerra brilhantes, os aparelhos... e leu perfeitamente seu nome: ELDRIDGE D. E. 173. De repente, um leve murmúrio, ao princípio imperceptível, converteu-se em um lapso de tempo muito breve, em verdadeiro rugido que machucava os tímpanos e aconteceu algo surpreendente. Deixemos que seja o próprio Allende quem prossiga o relato: "Vi que o ar que rodeava o barco de guerra tornava-se um pouco mais escuro que o resto do ar e em poucos minutos, vi erguer-se uma névoa verdosa, como uma nuvem muito tênue... E então, vi que o D. E. 173 desaparecia rapidamente de minha vista. Começou como um zumbido, que foi crescendo até converter-se em rugido, como uma torrente. A extensão que cobria a nuvem esverdeada estava rodeada de eletricidade pura." Outros tripulantes do cargueiro contemplaram também o fato prodigioso, mas com menos detalhes que Allende, porque estavam ocupados com outras coisas e mais distantes do ponto onde se produziu a desaparição. Já em terra, ninguém tinha visto nada, os soldados que guardavam o cais responderam às perguntas de Allende com um soriso irônico; ao que parecia, não havia acontecido absolutamente nada anormal; e o que fez Allende esfregar os olhos para dar crédito ao que via: o ELDRIDGE D.E.173 ali estava, atracado em seu lugar, sobressaindo alguns metros do limite do embarcadouro, como se não tivesse se movido nem um centímetro, como se nada tivesse sucedido. Simultaneamente à misteriosa desaparição do barco de guerra - e assim foram recebidas diversas informações posteriores- , no porto de Norfolk, a centenas de quilômetros do Centro Naval da Filadélfia, apareceu misteriosamente e só por uns instantes um navio de guerra da marinha dos EUA. cujo nome de referência era ELDRIDGE D. E. 173. Subitamente fez sua aparição no cais, perfeitamente atracado; e de repente, também, se esfumou. O misterioso acontecimento ocorreu no mês de outubro de 1943. O governo dos Estados Unidos, os altos comandos militares, os investigadores aeronáuticos, ninguém fez o menor comentário. Os meios de difusão social não escreveram nem uma só linha nem pronunciaram uma só palavra. Confirmações do desaparecimento Um jornal do estado da Filadélfia - também em um número correspondente aos últimos meses do ano 1943- noticiava em sua seção de acontecimentos uma tremenda confusão promovida por um grupo de marinheiros em um bar dos subúrbios. Pelos dados que o periódico informava e segundo se ia lendo a notícia, a briga se produziu sem motivo aparente, como consequência do álcool ingerido e os ânimos exaltados, em uma discussão trivial entre os soldados e um grupo de clientes que compartilhavam entre si a bebida. Um acontecimento vulgar, sem maior transcendência; a não ser que consideremos que, ao chegar a polícia para acabar com a desordem, no interior do bar não havia nem um só dos marujos revoltosos. Não haviam abandonado o local pela porta, senão que, como se costuma dizer, esfumaçaram-se como por arte de mágica, quer dizer, se haviam tomado invisíveis. A notícia, assim divulgada, não era crível. Não estamos acostumados, nem sequer a polícia, a acontecimentos tão chocantes. As coisas não passaram daí e a insólita notícia foi esquecida, ao mesmo tempo que o jornal passou a dormir seu sono de data passada nos arquivos. E contudo, tanto à polícia com aos repórteres, passou desapercebida a circunstância de que os marujos brigões pertenciam a um navio de guerra experimental identificado como o D. E.173. Submarino nuclear americano "Tersher", desaparecido em 1963 no Triângulo das Bermudas. Se o que Carlos Allende presenciou era verdade, o desenlace da confusão começa a ter sentido: os marinheiros que promoveram o tumulto eram os mesmos que, antes ou depois, conseguiram a invisibilidade a bordo do ELDRIDGE D. E. 173, voando Deus sabe por quê meios e em um instante até Norfolk, onde recobraram sua identidade visível durante breves momentos, para esfumaçar-se novamente e reaparecer em seu lugar de origem, o Centro Naval da Filadélfia, em uma viagem de ida e volta incrível, quebrando em mil pedaços todas as sólidas leis do tempo e do espaço. Depois, soube-se que praticamente a totalidade da tripulação do prodigioso barco foi licenciada e muitos de seus componentes foram considerados pouco menos que dementes pelas autoridades; outros desapareceram, desta vez, teme-se que, por procedimentos mais ortodoxos. E o navio de guerra ELDRIDGE D. E. 173 foi vendido a Grécia a 15 de janeiro de 1951. Quem sabe se continuará ainda cruzando os mares com sua enorme incógnita a bordo. Mas, certamente, o que se deve saber, antes ou depois se saberá. É como se a humanidade dispusesse de alguns recursos de aspectos casuais, capazes de levar à superfície os segredos ainda mais ocultos. E assim, por uma aparente casualidade, vieram a cair alguns testemunhos incoerentes em mãos de determinados investigadores do estranho que, puxando do fio, pouco a pouco, e com muitas dificuldades, pois se deparavam sempre com o muro do silêncio oficial, foram chegando até o princípio. Fruto do esforço de todos eles tem sido o trabalho de William Moore e Charles Berlitz, que, com o título de A experiência de Filadélfia veio à luz recentemente. Tentemos esclarecer os acontecimentos: o que Carlos Allende contemplou desde o convés do navio mercante "Andrew Furuseth" foi uma experiência de invisibilidade realizada com um navio de guerra e sua tripulação no Centro Naval da Filadélfia. Na citada experiência tratava-se de fazer invisível ao barco e todo seu conteúdo, seguramente para empregar o procedimento na guerra com todas as vantagens que isso traria consigo. A este respeito, não é um segredo que o exército dos Estados Unidos contava - como todos os exércitos- com uma ampla equipe de investigadores, entre os quais se encontrava Albert Einstein. E a experiência, segundo todos os indícios e pela informação de Allende, resultou um sucesso, pois a invisibilidade foi conseguida. O ELDRIDGE D. E. 173, de 93 metros de comprimento, 1.240 toneladas e 1.900 a plena carga, desapareceu dentro de um campo de energia. Do fato existem provas suficientes, entre elas filmes oficiais dos E.U.A., totalmente secretos, mas vistos por algumas pessoas. As Viagens Secretas do D. E. 173 Para levar a cabo uma investigação ordenada do caso, era necessário, em primeiro lugar, encontrar os diários de bordo do navio mercante "Andrew Furuseth" e do ELDRIDGE durante as datas em que a experiência deve ter sido efetuada; logo, localizar aos componentes de ambas tripulações. Os diários de bordo não apareceram, porque as autoridades os haviam requisitado; e dos tripulantes de um e outro barco, só pode saber-se que a maioria havia desaparecido sem deixar rastro ou se achavam internados em centros psiquiátricos sem reabilitação possível. Do "Andrew Furuseth" apareceu o diário do maquinista. Suas anotações colocaram em evidência que no navio mercante havia regressado ao porto da Filadélfia, procedente do norte da África, nos dias em que Carlos Allende e outras testemunhas que apareceram depois, disseram haver presenciado a experiência de invisibilidade. Isto de encontro à versão original que foi recolhida por Jessup e que fazia totalmente impossível que o "Furuseth" houvesse ancorado no porto da Filadélfia em fins de outubro de 1943. Do D. E. 173 soube-se que, ainda que a data de entrega "oficial" em que os comandantes devolveram o barco em mãos das autoridades navais correspondesse ao mês de julho, desde um mês antes aproximadamente, esteve sendo utilizado em uma série de experiências de camuflagem de barcos para radar, em águas do Atlântico Norte. As mencionadas experiências consistiam em tornar invisível o barco aos "olhos" do radar, mediante a criação de um campo magnético envolvente. Consta que as experiências resultaram num sucesso completo. E esse triunfo deve ter sido o que animou ao grupo de investigadores, entre eles - como se disse- Einstein, a prosseguir, buscando a invisibilidade real. Esquadrilha igual ao Vôo 19 onde desapareceram cinco oficiais e nove tripulantes sobre o Triângulo das Bermudas Como se conseguia o campo magnético? A resposta pode nos dar a diferença de capacidade de carga que o barco tinha no momento de ser entregue à força naval - verdadeira- e a que tinha quando foi entregue oficialmente. Revisemos as cifras: 1.240 toneladas de peso e 1.900 toneladas a plena carga, ao abandonar os estaleiros. Mas um mês depois as cifras ficaram modificadas da seguinte maneira: 1.620 toneladas de peso e 1.900 toneladas a plena carga. O que indica que o peso do barco se viu aumentado em 380 toneladas. Segundo os peritos, esse incremento de peso corresponde aos potentes eletroímãs que o barco encerrava em seus compartimentos e que tornavam possível e desenvolvimento das experiências. Quando o D. E. 173 foi adquirido pela Grécia, as 380 toneladas de peso haviam desaparecido. Os cientistas asseguram que a experiência é possível e afirmam que a descrição feita por Carlos Allende se ajusta a como deve ser o resultado dos potentes eletroímãs em ação dentro do barco: um zumbido de intensidade progressiva e o aparecimento de uma nuvem magnética, cada vez mais consistente, de cor verde-opaca, que gira em sentido contrário aos ponteiros do relógio. Admite-se que essa espécie de couraça energética pode chegar a camuflar um objeto, neste caso, um barco de guerra, de tal maneira que os radares não consigam capturá-lo.

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