terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Mortos vivos




Das coisas que mais me perturbaram ao longo da vida foram os MORTOS VIVOS.


Desde criança, na minha própria família, conheci aqueles que se sentavam, nada tentavam ou acrescentavam, mas se punham na maldita posição de julgar o mundo.


Os MORTOS VIVOS são aqueles que esperam a morte chegar desde que nascem. Que reprimem e fazem resistência a tudo que é novo.


Há MORTOS VIVOS nas famílias, na escola, no trabalho e em todos os lugares.


O olhar do MORTO VIVO suga as forças e a obstinação de quem faz. Querem sem ao menos fazer o por quê. Não confundam MORTOS VIVOS com párias; os MORTOS VIVOS são muito piores. Infelizmente os MORTOS VIVOS só morrem após uns 90 anos de nascidos. É uma praga que temos que levar por toda a vida.


Todos somos vítimas dos MORTOS VIVOS e se dermos moleza começamos a nos modificar e ao longo do tempo, também viraremos MORTOS VIVOS.


Minha estória particular sobre MORTOS VIVOS é muito repleta. Se fosse mencionar todas as vezes que entrei em choque com eles, teria um blog completo sobre eles.


Talvez os maiores deles eu tenha conhecido na minha família. Pessoas que se aproveitaram e muito de uma época onde meu pai tinha uma condição financeira boa.


Meu pai viria a se transformar em um deles.


Descobri que há uma disputa ferrenha dentro das famílias entre aqueles que fazem os que tentam e os que determinantemente não querem que a coisa funcione... É a famosa torcida para o CAOS.


Depois, ao longo da minha vida, outros surgiram.


Creio que a origem dos Mortos Vivos, seja na incapacidade de se criar algo. Na preguiça, na inveja e na falta de humanidade. Os MORTOS VIVOS, são incapazes, jamais fizeram algo que marcasse sua existência.


MORTOS VIVOS querem ver tudo na pior para falar o famoso: - EU NÃO DISSE!


Muitas capacidades, talvez que pudessem ter alterado muitas deficiências do mundo, foram freiados e aniquilados pelos MORTOS VIVOS.


Na história temos vários e vários MORTOS VIVOS. Um celebre representante é um tal Salatieri que teve a honra de conviver com Mozart, mas que o invejava tanto que praticamente o matou. Queria ser tão genial como ele, mas era um MORTO VIVO.


Não se enganem, os MORTOS VIVOS são do mau.


Podem ser parentes queridos, mas são de uma vertente das sombras.


Têm no dissabor dos que lutam a sua alegria de ver que tudo tem que ficar na mesma.


Fujam dos MORTOS VIVOS sempre. Eles triunfam com o não tentar e com aqueles que ao longo da Guerra, perdem algumas batalhas. Para o MORTO VIVO, todo tem que se alinhar a ele; ser tão desgraçadamente infeliz e pobre, mesquinho e permanentemente imóvel, sem futuro algum.










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