sábado, 3 de janeiro de 2009

60 anos do estado de Israel: 60 anos de genocídio contra os palestinos

Anti-semitismo é crime contra humanidade e os trabalhadores.

Em 1948 foi criado o Estado de Israel, sobre o território da Palestina.

O clima político era de fim da 2ª Guerra Mundial, onde mais de 6 milhões de judeus haviam sido mortos pelos nazistas na Europa.

Os judeus sobreviventes viviam, na sua maioria, em campos de concentração, não tinham nenhum emprego e seus bens tinham sido roubados ou destruídos pelos nazistas.

Mesmo países não diretamente aliados dos nazistas apresentavam um grande anti-semitismo, que é o preconceito contra pessoas de origem semita, entre as quais estão os judeus.

Os judeus tinham sido dos que mais sofreram com a guerra, sendo massacrados como povo por causa de sua origem e sua religião.

Mesmo antes da "solução final" de Hitler, que deu início ao holocausto, com câmaras de gás tentando exterminar seu povo, os judeus já não tinham os mesmo direitos civis, eram explorados economicamente e não tinham liberdade.

Se qualquer preconceito, seja de gênero, de raça, orientação sexual ou religião já é criminoso e só serve ao capitalismo e à exploração, o anti-semitismo assume proporções ainda mais inaceitáveis.

Mesmo antes do nazismo, o anti-semitismo já justificava a caça aos judeus em muitos países, além de realizar progroms (massacres), desde a Idade Média.

O nazismo veio para concluir estes horrores, criando uma justificativa "científica" para argumentar que os arianos alemães seriam a raça superior, e que os judeus seriam a escória que devia ser morta.

Em muitos lugares, ser judeu significava uma sentença de morte, o que atingia judeus trabalhadores, principalmente.

Eram estes que não tinham como pagar suborno para emigrar.

O nazismo é uma ideologia própria do imperialismo mais decadente, e portanto só pode existir sob o capitalismo desenvolvido.

Em países semi-coloniais ou atrasados, podem existir versões distorcidas deste regime, o que chamamos de semi-nazismo, que pode ser ainda mais assassino, mas que não é imperialista. Tanto o nazismo como o fascismo são formas de regime dentro do capitalismo, e sua diferença em relação aos outros sistemas é a formação de uma burocracia burguesa que chega a expropriar parte da própria burguesia.

Faz isso para manter um Estado burguês autoritário, cujo objetivo é levar às últimas conseqüências a luta de classes para tentar esmagar os sindicatos, os partidos de esquerda e tudo que possa significar a organização dos trabalhadores.

No caso do nazismo, isso ainda ganha contornos racistas.

Sionismo: a versão judia do nazismo Usando os judeus que realmente eram vítimas dos nazistas, cresceu um movimento de banqueiros judeus, defendendo a criação de um Estado Judeu na Palestina, que já estava habitada por milhões de árabes, e que não tinha nada que ver com o genocídio dos judeus. Para aprovar sua proposta, estes capitalistas judeus difundiram um movimento racista (anti-árabe), ultranacionalista e teocrático, que afirmava serem os judeus o "povo escolhido", chamado de sionismo. Tendo Theodor Herzl como inspirador, David Ben Gurion e outros líderes, estimularam a criação de células terroristas (Haganá e Irgun) que expulsavam a tiros e atentados os palestinos de suas terras. Estes judeus sim eram os terroristas, pois defendiam uma minoria que massacrava a maioria do povo da região.

Eram o braço paramilitar da ONU e do imperialismo, que inventou Israel em 1948.

Até hoje, este "Estado" ilegítimo, artificial e terrorista de Israel sustenta-se num fanatismo religioso que impede os árabes de trabalhar, votar e poder ir de um lugar a outro de seu território.

Hoje, irônica e tragicamente, os palestinos vivem como os judeus do gueto de Varsóvia (heróis que lutaram contra os nazistas); e os judeus ricos usam os métodos semi nazistas de que seu povo foi vítima. Israel foi criada exatamente para este propósito: ser um enclave militar no Oriente Médio para fazer guerra contra os muçulmanos e aterrorizar os povos árabes, principalmente, na defesa dos interesses dos EUA e países imperialistas. Por uma Palestina laica, não racista e dos trabalhadores Muita gente confunde a defesa ou crítica dos judeus (como o anti-semitismo) com a postura diante de Israel. Isso é a mesma coisa que dizer que ao combater a Alemanha de Hitler se é anti-cristão ou anti-germânico. É o discurso de Bush, que diz que quem critica os Estados Unidos é contra a civilização ocidental. Nós não defendemos uma religião ou outra, mas todos os trabalhadores contra todos seus exploradores, independente da religião de um ou outro. Marx e Tróstski (revolucionários socialistas) eram judeus de origem, ateus por consciência. Da mesma maneira, muitos socialistas eram judeus e isso não se confunde com Israel. E, em relação a um Estado criado há 60 anos para massacrar trabalhadores, justificado pelo argumento nazista de povo escolhido, que é uma colônia militar americana na região, nossa única posição possível é defender sua destruição. Repudiamos toda tentativa entreguista, covarde e cúmplice do genocídio israelense de querer aceitar 2 Estados na Palestina. Nada de se retomar as fronteiras de 1967, ou 1948! Não se pode aceitar isso! Qualquer uma destas medidas, além de ser uma aceitação dos massacres, é impossível de ser realizada. É impossível para Israel e os EUA permitirem a volta de milhões de refugiados palestinos, a devolução de terras, a permissão de se formar um exército palestino, de haver controle sobre as águas da Palestina, se devolver ou mesmo dividir Jerusalém. Estas propostas podem ser imaginadas honestamente por algum trabalhador, mas são levantadas por organizações oportunistas que sabem que isso não pode acontecer. Estas organizações, como o Fatah palestino e os partidos reformistas do mundo inteiro sabem que Israel foi criada para a guerra e que o imperialismo não pode abrir mão disso no Oriente Médio. Quando defendem 2 Estados, estes setores defendem que se mantenha uma arma apontada para a cabeça das crianças palestinas! A posição dos revolucionários é que, diante das exigências nacionais de minorias oprimidas, como eram os judeus no pós guerra, sempre somos a favor da possibilidade de Estado próprio. No entanto, isso ocorre no lugar onde está esta população oprimida. Um Estado formado por judeus explorados poderia acontecer nos EUA, por exemplo, com a maior concentração de judeus do mundo. Ou em outros países, como poderia ter existido na própria Alemanha. Porém, a Palestina é do povo palestino. Esse povo conta com muçulmanos, cristãos, ateus e judeus. Todas estas religiões conviviam na Palestina antes de 1948. É preciso destruir este Estado semi nazista, que hoje existe com o nome de Israel, e construir uma única Palestina, laica e não racista, onde convivam judeus e muçulmanos. Lula faz festa para o sionismo O Brasil, infelizmente, sempre esteve ligado a Israel do ponto de vista diplomático. A assembléia da ONU que definiu a criação de Israel em 1948, num dia da vergonha e do desastre, foi presidida por Oswaldo Aranha, brasileiro conhecido por ser entreguista e defensor dos Estados Unidos. Depois disso, a ditadura militar e os governos "democráticos" sempre fizeram negócios com Israel, além de estabelecerem convênios, intercâmbios e homenagens. A gota d'água desta política de apoio ao terrorismo de Estado de Israel foi dada por Lula, que defendeu e aprovou recentemente a adesão de Israel como parceira do MERCOSUL. Agora os sionistas economizarão impostos e vão ganhar mais dinheiro explorando e lucrando no Brasil, para investir em armas contra os palestinos. E, por fim, Lula prova que é o melhor amigo dos israelenses assassinos de crianças, autorizando a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos a fazer um selo em homenagem ao semi nazismo israelense. É inacreditável: além de não dizer uma palavra sobre a política de Israel de genocídio na Faixa de Gaza, e sobre declarações israelenses de que vão promover um holocausto, Lula ainda manda fazer um selo comemorativo aos 60 anos de israel! Por uma revolução árabe e socialista Para isso, é preciso romper com as direções traidoras e conciliadoras como o Fatah, mas também superar as direções fundamentalistas como o Hamas, que defende um Estado capitalista reacionário, baseado nas leis islâmicas, que também não é alternativa aos trabalhadores. O que as massas no Oriente Médio, como um todo, precisam, é construir um governo delas mesmas, a partir da derrubada dos governos fantoches de cada um destes países. Os trabalhadores precisam derrotar o imperialismo dos Estados Unidos e todos seus representantes nacionais, derrubando os governos vendidos destes países e destruindo o próprio Estado Burguês que existe em todos eles. Somente em Estados Operários, produtos de revoluções socialistas em cada um destes países, vai-se poder avançar para que haja um único Estado árabe para um único povo árabe, em associação com os judeus, persas e demais povos da região em uma Federação Socialista do Oriente Médio. Somente dessa forma, pode haver paz e liberdade para todos os trabalhadores da região. Solidariedade com Gaza e com os palestinos Pela destruição de Israel. Por uma palestina laica e não racista Todo apoio à intifada palestina e à resistência libanesa e iraquiana Pela expulsão dos Estados Unidos do Oriente Médio Por direções revolucionárias dos trabalhadores. Por uma Federação Socialista do Oriente Médio .

Créditos - Midiaindependente.org. (Belo texto)

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