quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Nibiru o futuro visitante foi “descoberto” pela ciência em 2003 e batizado como 2003UB313







Décimo planeta para o Sistema Solar?
Astro descoberto a 14,5 bilhões de km do Sol pode implicar revisão na definição do status de Plutão














Concepção artística do novo astro descoberto no Sistema Solar, com o Sol visto ao fundo. O 2003UB313 tem coloração cinzenta e seu interior é provavelmente formado por uma mistura de gelo e rochas (arte: Nasa/JPL-Caltech).


A descoberta de um novo astro a cerca de 14,5 bilhões de quilômetros do Sol pode representar mudanças no Sistema Solar tal como o conhecemos. Os cientistas que identificaram o objeto – batizado provisoriamente com a sigla 2003UB313 – afirmam se tratar do décimo planeta do nosso sistema. No entanto, a descoberta talvez leve a uma reclassificação do status de Plutão, que poderia deixar de ser considerado um planeta. O astro foi descoberto pela equipe do planetólogo Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), a partir de observações feitas com o Telescópio Samuel Oschin, no Observatório Palomar, na Califórnia (EUA). Ele foi fotografado pela primeira vez em outubro de 2003. No entanto, os cientistas só identificaram o astro em uma nova análise dos dados realizada em janeiro deste ano. Desde então, eles se dedicaram a estabelecer o tamanho e movimento do 2003UB313. Trata-se do mais longínquo objeto conhecido no Sistema Solar, situado a uma distância do Sol quase três vezes maior do que a de Plutão, o nono e último planeta do sistema Solar. Ele está situado no chamado Cinturão de Kuiper – um conjunto de milhares de pequenos corpos celestes na órbita do Sol situados além da órbita de Netuno. As análises preliminares ainda não permitiram estabelecer o tamanho preciso do novo astro, mas já deram aos cientistas uma convicção: "Estamos 100% certos de que este é o primeiro objeto maior que Plutão já encontrado nos confins do Sistema Solar", afirmou Brown em comunicado à imprensa. Sua equipe estima que o novo astro tenha entre 2300 e 3200 quilômetros de diâmetro. Trata-se, portanto, do maior objeto descoberto na órbita do Sol desde a identificação de Netuno e sua lua Tritão em 1846. Sob certos aspectos, o novo astro é bastante similar a Plutão – e diferente dos outros oito planetas do Sistema Solar. Ambos estão situados no Cinturão de Kuiper, são sensivelmente menores que seus supostos companheiros e têm órbitas excêntricas, inclinadas em relação ao plano da órbita dos outros planetas. Essas características são o pano de fundo da principal controvérsia que envolve a descoberta do 2003UB313: afinal, trata-se ou não do décimo planeta do Sistema Solar? Seus descobridores não hesitam ao classificá-lo como tal. No entanto, a definição de planeta está longe de ser um consenso entre os cientistas. A União Astronômica Internacional criou um grupo de trabalho para estabelecer critérios para classificar esses astros, mas ainda não há resultados práticos. Um critério importante é o tamanho do corpo celeste – no entanto, há o risco de que Plutão, descoberto em 1930 e amplamente reconhecido como planeta, não preencha os pré-requisitos para configurar um planeta e tenha que ser "rebaixado". "Do ponto de vista científico, é bastante claro que Plutão certamente não deveria ser colocado na mesma categoria que os outros planetas", afirma Mike Brown em seu site. "No entanto, do ponto de vista cultural, a idéia de que Plutão é um planeta é cultuada de um milhão de maneiras diferentes." Sua equipe parte desse reconhecimento da sociedade para pleitear a admissão do 2003UB313 no seleto grupo dos planetas do Sistema Solar. "Os cientistas ainda não perceberam que o termo 'planeta' não pertence mais a eles. Essa palavra existe muito antes da ciência moderna", argumenta. "Assim, declaramos que o novo objeto, que é maior que Plutão, é de fato um planeta – um planeta cultural, histórico."




Fonte – Site Ciência Hoje – Título modificado pelo o autor deste blog.

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