quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Azarado e mal criado.


Uma vez estive em Pernambuco visitando uns parentes. Até então não conhecia o e tudo era curiosidade. Quando sai de São Paulo me recomendaram a ouvir mais que falar, pois algumas expressões sulistas poderiam ser alguma ofensa, e eu realmente, não estava querendo encrenca com ninguém.
Foi quando perto de Garanhuns conheci um senhor com olhar de quem estava com uma forte prisão de ventre, ou seja, feio pra caramba.
Era parente do meu pai e fomos apresentados.
Tentei ser amável e elogiei o sítio do senhor:
-Muito bonito o seu sítio, bonito  mesmo.
Olhou-me com a cara de prisão de ventre e disse:
-Num acho!
Reafirmei:
-Mas é sim!
Novamente o caboclo olhou-me e quase gruniu:
-Homi, num acho, sei que é feio, aqui num dá nada e há mais de 50 anos que moro aqui, essa terra só me deu azar.
Não querendo provocá-lo, tentei argumentar:
-Terra não dá azar!
De novo quase me comendo, respondeu:
-Hoje meu filho, consegui ser mordido por cachorro, cobra e um jumento.
Calei minha boca e achei melhor ir embora.

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