segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Castelinho da Rua Apa: tragédia e destruição paulistana

"O Castelinho, construído em 1912 e situado na rua Apa nº 236, esquina com
avenida São João, mesmo detonado, é um marco da paisagem da igualmente
detonada Av. São João, bem no trecho em que é sufocada pelo minhocão.
Foi outrora o palácio de uma rica e tradicional família da cidade, e cenário
de um crime chocante até hoje não esclarecido.

Nele habitavam Maria Cândida Reis e seus filhos, Armando e Álvaro.
Conhecidos, conceituados, milionários.
No dia 12 de maio de 1937, os corpos de mãe e filhos são encontrados no
interior do imóvel. Haviam sido mortos a tiros.
O caso rendeu manchetes durante vários dias nos principais jornais de São
Paulo: Quem matou a família Guimarães dos Reis? - o mistério eletrizava a
população da cidade.
Segundo a versão da polícia, o boêmio e Álvaro tinha a idéia de transformar
o Cine Broadway, de propriedade da família, em ringue de patinação. Seu
irmão, o advogado Armando, era contra. Teria havido uma discussão. Um dos
irmãos saca uma arma e dispara contra o outro. A mãe, ao ver a briga, corre
para se interpor entre os dois, mas também é atingida. O atirador,
desesperado, resolve dar fim à própria vida.
A polícia nunca descobriu qual dos irmãos seria o assassino. A população
nunca se convenceu da história dos policiais." (O Castelinho da

Da sua história de tragédia, o Castelinho já faz parte de contos de lendas
urbanas de São Paulo, com pessoas que dizem ouvir e ver coisas no local.
Outras dizem passar mal ao entrar no local. Desde o crime, dizem que ninguém
consegue morar mais ali.

Hoje, o Castelinho é uma propriedade da União, já que não sobrou nenhum
herdeiro direto dos Guimarães dos Reis, mas encontra-se ocupado pela Associação de Mães do Brasil, que não tem condições financeiras para a sua reforma.

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