sábado, 11 de setembro de 2010

Chico Xavier

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Chico Xavier
Chico Xavier 1968.jpg
Chico Xavier em 1968.
Nome completoFrancisco de Paula Cândido[1](nascimento)
Nascimento2 de abril de 1910
Pedro LeopoldoMG
Morte30 de junho de 2002 (92 anos)
UberabaMG
NacionalidadeBrasil Brasileiro
OcupaçãoMédium, um dos expoentes doespiritismo no Brasil
Francisco Cândido Xavier (Pedro Leopoldo2 de abril de 1910 — Uberaba30 de junho de 2002), nascido como Francisco de Paula Cândido Xavier[1] e mais conhecido popularmente por Chico Xavier, notabilizou-se como médium [2][3] e divulgador doEspiritismo no Brasil.[4]
O seu nome de batismo Francisco de Paula Cândido[1], em homenagem ao santo do dia de seu nascimento, foi substituído pelo nome paterno de Francisco Cândido Xavier logo que psicografou os primeiros livros, mudança oficializada em abril de 1966,[5]quando da sua segunda viagem aos Estados Unidos.

Índice

 [esconder]

[editar]Biografia

Selo comemorativo do centenário de Chico Xavier, lançado pela ECT.

[editar]Primeira infância

Nascido no seio de uma família humilde, era filho de João Cândido Xavier, um modesto vendedor de bilhetes de loteria, e de Maria João de Deus, uma dona de casa católica e piedosa.
Segundo biógrafos, a mediunidade de Chico teria se manifestado pela primeira vez aos quatro anos de idade,[6] quando ele respondeu ao pai sobre Ciências, durante conversa com uma senhora sobre gravidez. Ele dizia ver e ouvir os espíritos e conversava com eles.

[editar]Os abusos da madrinha

A mãe faleceu quando Francisco tinha apenas cinco anos de idade. Incapaz de criá-los, o pai distribuiu os nove filhos entre a parentela. Nos dois anos seguintes, Francisco foi criado pela madrinha e antiga amiga de sua mãe, Rita de Cássia, que logo se mostrou uma pessoa cruel, vestindo-o de menina e batendo-lhe diariamente, inicialmente por qualquer pretexto e, mais tarde, sob a alegação de que o "menino tinha odiabo no corpo". Não se contentando em açoitá-lo com uma vara de marmelo, Rita passou a cravar-lhe garfos de cozinha no ventre, não permitindo que ele os retirasse, o que ocasionou terríveis sofrimentos ao menino. Os únicos momentos de paz que tinha consistiam nos diálogos com o espírito de sua mãe, com quem comunicava desde os cinco anos de idade:[6] o menino viu-o após uma prece, junto à sombra de uma bananeira no quintal da casa. Nesses contatos, o espírito da mãe recomendava "paciência, resignação e fé em Jesus" ao filho.
A madrinha ainda criava outro filho adotivo, Moacir, que sofria de uma ferida incurável na perna. Rita decidiu seguir a simpatia de umabenzedeira, que consistia em fazer uma criança lamber a ferida durante três sextas-feiras em jejum, sendo a tarefa atribuída ao pequeno Francisco. Revoltado com a imposição, Francisco conversou novamente com o espírito da mãe, que lhe aconselhou a "lamber com paciência". O espírito explicou-lhe que a simpatia "não é remédio, mas poderia aplacar a ira da madrinha", esta sim passível de colocar em risco a sua vida. Os espíritos se encarregariam da cura da ferida. De fato, curada a perna de Moacir, Rita de Cássia melhorou o tratamento dado a Francisco.

[editar]A madrasta

O seu pai casou-se novamente, e a nova madrasta, Cidália Batista, exigiu a reunião dos nove filhos. Francisco tinha então sete anos de idade. O casal teve ainda mais seis filhos. Por insistência da madrasta, o menino foi matriculado na escola pública. Nesse período, o espírito de Maria João parou de manifestar-se. O jovem Francisco, para ajudar nas despesas da casa, começou a trabalhar vendendo os legumes da horta da casa.
Na escola, como na igreja, as faculdades paranormais de Francisco continuaram a causar-lhe problemas. Durante uma aula do 4º ano primário, afirmou ter visto um homem que lhe ditou as composições escolares, mas ninguém lhe deu crédito e a própria professora não se importou. Uma redação sua ganhou menção honrosa num concurso estadual de composições escolares comemorativas do centenário da Independência do Brasil, em 1922. Enfrentou o ceticismo dos colegas, que o acusaram de plágio, acusação essa que sofreu durante toda a vida. Desafiado a provar os seus dons, Francisco submeteu-se ao desafio de improvisar uma redação (com o auxílio de um espírito) sobre um grão de areia, tema escolhido ao acaso, o que realizou com êxito.
A madrasta Cidália pediu a Francisco que se aconselhasse com o espírito da falecida mãe dele sobre como evitar que uma vizinha continuasse a furtar hortaliças e esta lhe disse para torná-la responsável pelo cuidado da horta, conselho que, posto em prática, levou ao fim dos furtos.
Assustado com a mediunidade do jovem, o seu pai cogitou em interná-lo. O padre Scarzelli examinou-o e concluiu que seria um erro a internação, tratando-se apenas de "fantasias de menino". Scarzelli simplesmente aconselhou a família a restringir-lhe as leituras (tidas como motivo para as fantasias) e a colocá-lo no trabalho. Francisco, então, ingressou como operário em uma fábrica de tecidos, onde foi submetido à rigorosa disciplina do trabalho fabril, que lhe deixou sequelas para o resto da vida.
No ano de 1924 terminou o antigo curso primário e não mais voltou a estudar. Mudou de trabalho, empregando-se como caixeiro de venda, ainda em horários extensos. Apesar de católico devoto e das incontáveis penitências e contrições prescritas pelo padre confessor, não parou de ter visões e nem de conversar com espíritos.

[editar]O contato com a Doutrina Espírita

Em 1927,[4] então com dezessete anos de idade, Francisco perdeu a madrasta Cidália, e se viu diante da insanidade de uma irmã, que descobriu ser causada por um processo deobsessão espiritual. Por orientação de um amigo, Francisco iniciou-se no estudo do espiritismo. No mês de maio desse mesmo ano recebeu nova mensagem de sua mãe, na qual lhe era recomendado o estudo das obras de Allan Kardec e o cumprimento de seus deveres. Em junho, ajudou a fundar o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em um simples barracão de madeira de propriedade de um seu irmão. Em julho, por orientação dos espíritos seus mentores, iniciou-se na prática da psicografia, escrevendo 17 páginas. Nos quatro anos subsequentes aperfeiçoou essa capacidade embora, como relata em nota no livro Parnaso de Além-Túmulo, ela somente tenha ganho maior clareza em finais de 1931. Desse modo, pela sua mediunidade começaram a manifestar-se diversos poetas falecidos, somente identificados a partir de 1931. Em 1928 começou a publicar as suas primeiras mensagens psicografadas nos periódicos O Jornal, do Rio de Janeiro, e Almanaque de Notícias, de Portugal.[7]

[editar]As primeiras obras

Em 1931, em Pedro Leopoldo, iniciou a psicografia da obra "Parnaso de Além-Túmulo". Esse ano, que marca a "maioridade" do médium, é o ano do encontro com seu mentor espiritualEmmanuel, "...à sombra de uma árvore, na beira de uma represa..." (SOUTO MAIOR, 1995:31). O mentor informa-o sobre a sua missão de psicografar uma série de trinta livros, e explica-lhe que para isso são lhe exigidas três condições: "disciplina, disciplina e disciplina". Severo e exigente o mentor instruiu-o a manter-se fiel a Jesus e a Kardec, mesmo na eventualidade de conflito com a sua orientação.[8]
Em 1932 foi publicado o "Parnaso de Além-Túmulo" pela Federação Espírita Brasileira (FEB). A obra, coletânea de poesias ditadas por espíritos de poetas brasileiros e portugueses, obteve grande repercussão junto à imprensa e à opinião pública brasileira, e causou espécie entre os literatos brasileiros, cujas opiniões se dividiram entre o reconhecimento e a acusação de pastiche. O impacto era aumentado ao se saber que a obra tinha sido escrita por um "modesto caixeirinho" de armazém do interior de Minas Gerais, que mal completara o primário. O espírito de sua mãe aconselhou-o a não responder aos críticos.
Os direitos autorais das suas obras são concedidos à FEB. Neste período inicia a sua relação com Manuel Quintão e Wantuil de Freitas. Ainda neste período descobriu ser portador de uma catarata ocular, problema que o acompanhou o resto da vida. Os espíritos seus mentores, Emmanuel e Bezerra de Menezes, orientam-no para tratar-se com os recursos damedicina humana e não contar com quaisquer privilégios dos espíritos. Continua com o seu emprego de caixeiro e a exercer as suas funções no Centro Espírita Luís Gonzaga, atendendo aos necessitados com receitas, conselhos e psicografando as obras do Além. Paralelamente, inicia uma longa série de recusas de presentes e distinções, que também perdurará por toda a vida, como por exemplo, a de Fred Figner, que lhe legou vultosa soma em testamento, repassada pelo médium à FEB. Com a notoriedade, prosseguem os ataques de adversários que tentam desmoralizá-lo, e de inimigos espirituais, que buscam atingi-lo com fluidos negativos e tentações.[9]

[editar]O processo da viúva de Humberto de Campos

No decorrer da década de 1930, destacaram-se ainda a publicação dos romances atribuídos a Emmanuel e da obra "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", atribuída ao espírito de Humberto de Campos, onde a história do Brasil é interpretada de forma mítica e teológica. Esta última obra trouxe como consequência uma ação judicial movida pela viúva do escritor, que pleiteou por essa via direitos autorais pelas obras psicografadas, caso se confirmasse a autoria do famoso escritor maranhense. A defesa do médium foi suportada pela FEB, e resultou, posteriormente, no clássico "A Psicografia Perante os Tribunais", do advogado Miguel Timponi. Em sua sentença, o juiz decidiu que os direitos autorais referiam-se à obra reconhecida em vida do autor, não havendo condição do tribunal se pronunciar sobre a existência ou não da mediunidade. Ainda assim, para evitar possíveis futuras polêmicas, o nome do escritor falecido foi substituído pelo pseudônimo "Irmão X".
Neste período, Francisco ingressou no serviço público federal, como Auxiliar de Serviço no Ministério da Agricultura. Como curiosidade, refere-se que, em toda a sua carreira como funcionário público, não existe registro de qualquer falta ao serviço.

[editar]Nosso Lar

Em 1943 vem a público uma das obras mais populares da literatura espírita no país, o romance "Nosso Lar", o mais vendido e divulgado da extensa obra do médium que no ano de 2010 se tornou um filme. Este é o primeiro de uma série de livros cuja autoria é atribuída ao espírito André Luiz.
Neste período, a celebridade de Chico Xavier é crescente, e cada vez mais pessoas o procuram em busca de curas e mensagens, transformando a pequena cidade de Pedro Leopoldo, em um centro informal de peregrinação. Tendo morrido na miséria o seu antigo patrão, José Felizardo, o médium empenha-se em arranjar-lhe um sepultamento digno, pedindo doações de casa em casa para esse fim. De acordo com o seu biógrafo Ubiratan Machado, "...até mesmo um mendigo cego doou-lhe toda a féria do dia". (MACHADO, 1996:53).

[editar]O caso Amauri Pena

Em 1958 o médium viu-se no centro de uma nova polêmica, desta vez por conta das denúncias de um sobrinho, Amauri Pena, filho da irmã curada de obsessão. O sobrinho, ele mesmo médium psicógrafo, anunciou-se pela imprensa como falso médium, um imitador muito capaz, acusação que estendeu ao tio. Chico Xavier defendeu-se, negando ter qualquer proximidade com o sobrinho. Já com antecedentes de alcoolismo e com sérios remorsos pelos danos causados à reputação do tio, Amauri foi internado num sanatório psiquiátrico em São Paulo, onde veio a falecer.

[editar]A parceria com Waldo Vieira

No mesmo período, Chico Xavier conheceu o jovem médico e médium Waldo Vieira, em parceria com quem psicografou diversas obras em comum, até à ruptura de ambos, alguns anos depois.
Em 1959 estabeleceu residência em Uberaba, onde viveu até ao fim de seus dias. Continuou a psicografar inúmeras obras, passando a abordar os temas que marcam a década de 1960, como o sexo, as drogas, a questão da juventude, a tecnologia, as viagens espaciais e outros. Uberaba, por sua vez, tornou-se centro de peregrinação informal, com caravanas a chegar diariamente, de pessoas com esperança de um contato com parentes falecidos. Neste período popularizam-se os livros de "mensagens": cartas ditadas a familiares por espíritos de pessoas comuns. Prosseguem também as campanhas de distribuição de alimentos e roupas para os pobres da cidade.
Em 22 de maio de 1965[10] Chico Xavier e Waldo Vieira viajaram para WashingtonEstados Unidos, a fim de divulgar o espiritismo no exterior. Com a ajuda de Salim Salomão Haddad, presidente do centro Christian Spirit Center, e sua esposa Phillis, estudaram inglês e lançaram o livro "Ideal Espírita", com o nome de "The World of The Spirits".

[editar]As entrevistas no programa televisivo Pinga-Fogo

No alvorecer da década de 1970, Chico participou de programas de televisão que alcançaram picos de audiência. Nessa década, além da catarata e dos problemas de pulmões, passou a sofrer de angina. Passou ainda a ajudar pessoas pobres com o dinheiro da vendagem de seus livros, tendo para tanto criado uma fundação.

[editar]As décadas de 1980 e 1990

Em 1981 foi proposto para o Prêmio Nobel da Paz, que não ganhou. Neste período a sua fama ampliou-se no exterior, com diversas de suas obras sido vertidas em diversas línguas, assim como ganhou adaptações para telenovelas.
Ao final da década de 1990 o médium contava com mais de 400 títulos de livros psicografados. Nesse período estimava-se em aproximadamente 50 milhões os livros espíritas circulando no Brasil, dos quais 15 milhões eram atribuídos a Chico Xavier e 12 milhões a Kardec (SANTOS, 1997:89).
No ano de 1994 o tablóide estadunidense National Examiner publicou uma matéria em que, no título, declarava que "Fantasmas escritores fazem romancista milionário".[11] A matéria foi alardeada no Brasil com destaque pela hoje extinta revista Manchete[12], com o título de "Secretário dos Fantasmas", onde se declarava que, segundo informava a "National Examiner", o médium brasileiro ficou milionário, havendo ganho 20 milhões de dólares como "secretário de fantasmas". A revista Manchete continuava: "Segundo o jornal, ele é o primeiro a admitir que os 380 livros que lançou são de 'ghost-writers', mas 'ghosts' mesmo, em sentido literal", concluindo "Chico simplesmente transcreve as obras psicografadas de mais de 500 escritores e poetas mortos e enterrados."[13]
O médium não respondeu, mas a FEB, por seu então Presidente Juvanir Borges de Souza, editora de boa parte das obras de Chico Xavier, enviou uma carta à revista em que informava utilizar os direitos autorais e remuneração pelas obras de Francisco Cândido Xavier, para uso da caridade, o mesmo se passando com outras editoras, ressaltando que "os direitos autorais são cedidos gratuitamente, visando tornar o livro espírita bastante acessível e contribuir, destarte, para a difusão da Doutrina Espírita."[13]
O mesmo Presidente da FEB, em 4 de outubro daquele ano, por ocasião do I Congresso Espirita Mundial, apresentou uma "moção de reconhecimento e de agradecimento ao médium Francisco Cândido Xavier", aprovada pelo Conselho Federativo Nacional da FEB, em proposta apresentada pelo Presidente da Federação Espírita do Estado de Sergipe. No documento, as entidades representativas do Espiritismo no Brasil devotavam a sua gratidão e respeito ao médium "pelos intensos trabalhos por ele desenvolvidos e pela vida de exemplo, voltados ao estudo, à difusão e à prática do Espiritismo, à orientação, ao atendimento e à assistência espiritual e material aos seus semelhantes".[14]

[editar]Falecimento

Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.

— Chico Xavier
O médium faleceu aos 92 anos de idade em decorrência de parada cardio respiratória.[15] Conforme relatos de amigos e parentes próximos, Chico teria pedido a Deus para morrer em um dia em que os brasileiros estariam muito felizes, e que o país estaria em festa, por isso ninguém ficaria triste com seu passamento. O país festejava a conquista da Copa do Mundo FIFA de 2002 no dia de seu falecimento.
Antes de sua morte, ele havia deixado uma espécie de código com pessoas de sua confiança para que pudessem ratificar a sua presença quando houvesse um contato. Já nos aproximamos do décimo ano de sua morte e nenhum contato confirmando o código foi feito até ao momento.

[editar]Homenagens

Chico foi eleito o mineiro do século XX, seguido por Santos Dumont e Juscelino Kubitschek.
Recentemente, iniciou-se a construção de um centro em sua homenagem.[16]

[editar]Filme biográfico

Em 2 de abril de 2010, data em que Chico Xavier completaria 100 anos, estreou Chico Xavier - O Filme[17], baseado na biografia "As Vidas de Chico Xavier", do jornalista Marcel Souto Maior. Dirigido e produzido pelo cineasta Daniel Filho, Chico Xavier é retratado pelos atores Matheus CostaÂngelo Antônio e Nelson Xavier, respectivamente, em três fases de sua vida: de 1918 a 1922, 1931 a 1959 e 1969 a 1975.

[editar]Psicografias

Alegoria que representa, segundo a ótica espírita, o médium Chico Xavier psicografando uma mensagem do espíritoEmmanuel.
Chico Xavier psicografou 451 livros, sendo 39 publicados após a morte.[18] Nunca admitiu ser o autor de nenhuma dessas obras. Reproduzia apenas o que os espíritos lhe ditavam.[4] Por esse motivo, não aceitava o dinheiro arrecadado com a venda de seus livros.[19] Vendeu mais de 50 milhões de exemplares em português, com traduções em inglêsespanholjaponêsesperantoitalianorussoromenomandarimsuecobraile. Psicografou cerca de 10 mil cartas de mortos para suas famílias.[20] Cedeu os direitos autorais para organizações espíritas e instituições de caridade, desde o primeiro livro.[6][21]
Suas obras são publicadas pelo Centro Espírita União, Casa Editora O Clarim, Edicel, Federação Espírita Brasileira, Federação Espírita do Estado de São Paulo, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Fundação Marieta Gaio, Grupo Espírita Emmanuel s/c Editora, Comunhão Espírita Cristã, Instituto de Difusão Espírita, Instituto de Divulgação Espírita André Luiz, Livraria Allan Kardec Editora, Editora Pensamento e União Espírita Mineira.
Mesmo não tendo ensino completo ele escrevia em torno de 6 livros por ano entre eles livros de romances, contos, filosofia, ensaios, apólogos, crônicas, poesias... É o escritor mais lido da América Latina. (nota: ano de 2010).
Seu primeiro livro, Parnaso de Além-Túmulo, com 256 poemas atribuídos a poetas mortos, entre eles os portugueses João de DeusAntero de Quental e Guerra Junqueiro, e os brasileiros Olavo BilacCruz e Sousa e Augusto dos Anjos, foi publicado pela primeira vez em 1932.[4] O livro gerou muita polêmica nos círculos literários da época. O de maior tiragem foi Nosso Lar, publicada no ano de 1944, atualmente com mais de 2 milhões de cópias vendidas [22], atribuído ao espírito André Luiz, sendo o primeiro volume da coleção de 17 obras, todas psicografadas por Chico Xavier, algumas delas em parceria com o médico mineiro Waldo Vieira.
Uma de suas psicografias mais famosas, e que teve repercussão mundial, foi a do caso de Goiânia em que José Divino Nunes, acusado de matar o melhor amigo, Maurício Henriques, foi inocentado pelo juiz que aceitou como prova válida (entre outras que também foram apresentadas pela defesa) um depoimento da própria vítima, já falecida, através de texto psicografado por Chico Xavier. O caso aconteceu em outubro de 1979, na cidade de Goiânia, Goiás. Assim, o presumido espírito de "Maurício" teria inocentado o amigo dizendo que tudo não teria passado de um acidente.[23]

[editar]Principais obras psicografadas

AnoObraAutor espiritualEditoraNotas
1932Parnaso de Além-TúmuloVários autores
FEB
[24]
1937Crônicas de Além-TúmuloHumberto de Campos
FEB
[25]
1938EmmanuelEmmanuel
FEB
[26]
1938Brasil, Coração do Mundo, Pátria do EvangelhoHumberto de Campos
FEB
[27]
1938A Caminho da LuzEmmanuel
FEB
[28]
1939Há Dois Mil AnosEmmanuel
FEB
[29]
1940Cinquenta Anos DepoisEmmanuel
FEB
[30]
1941O ConsoladorEmmanuel
FEB
[31]
1942Paulo e EstevãoEmmanuel
FEB
[32]
1942RenúnciaEmmanuel
FEB
[33]
1944Nosso LarAndré Luiz
FEB
[34]
1944Os MensageirosAndré Luiz
FEB
[35]
1945Missionários da LuzAndré Luiz
FEB
[36]
1945Lázaro RedivivoIrmão X
FEB
[37]
1946Obreiros da Vida EternaAndré Luiz
FEB
[38]
1947Volta BocageBocage
FEB
[39]
1948No Mundo MaiorAndré Luiz
FEB
[40]
1948Agenda CristãAndré Luiz
FEB
[41]
1949VolteiIrmão Jacob
FEB
[42]
1949Caminho, Verdade e VidaEmmanuel
FEB
[43]
1949LibertaçãoAndré Luiz
FEB
[44]
1950Jesus no LarNeio Lúcio
FEB
[45]
1950Pão NossoEmmanuel
FEB
[46]
1952Vinha de LuzEmmanuel
FEB
[47]
1952RoteiroEmmanuel
FEB
1953Ave, Cristo!Emmanuel
FEB
[48]
1954Entre a Terra e o CéuAndré Luiz
FEB
[49]
1955Nos Domínios da MediunidadeAndré Luiz
FEB
[50]
1956Fonte VivaEmmanuel
FEB
[51]
1957Ação e ReaçãoAndré Luiz
FEB
[52]
1958Pensamento e VidaEmmanuel
FEB
1959Evolução em Dois MundosAndré Luiz
FEB
[53]
1960Mecanismos da MediunidadeAndré Luiz
FEB
[54]
1960Religião dos EspíritosEmmanuel
FEB
1961O Espírito da Verdadediversos espíritos
FEB
1963Sexo e DestinoAndré Luiz
FEB
[55]
1968E a Vida Continua…André Luiz
FEB
[56]
1970Vida e SexoEmmanuel
FEB
[57]
1971Sinal VerdeAndré Luiz
Comunhão Espírita
Cristã (CEC)
[58]
1977CompanheiroEmmanuel
Instituto de Difusão
Espírita
 (IDE)
[59]
1985Retratos da VidaCornélio Pires
IDE/CEC
1986Mediunidade e SintoniaEmmanuel
CEU
1991Queda e Ascensão da Casa dos BenefíciosBezerra de Menezes
GER
1999Escada de Luzdiversos espíritos
CEU
[60]

[editar]Ver também

Wikiquote
Wikiquote tem uma coleção de citações de ou sobre: Chico Xavier.

Referências

  1. ↑ a b c Marcel Souto Maior. As Vidas de Chico Xavier. Editora PLaneta. 2003. p.144 ISBN 978-85-7479-574-4
  2.  Alexandre Caroli Rocha. A poesia transcendente de Parnaso de alem-tumulo. Acessado em 10/02/2008.
  3.  Hernani Guimarães Andrade. Prefácio Livro: A psicografia à Luz da grafoscopia
  4. ↑ a b c d Veja a biografia de Chico Xavier . Folha Online - Acesso a 13 de Julho de 2007
  5.  As Vidas de Chico Xavier (pgs. 176 e 179)
  6. ↑ a b c Federação Espírita Brasileira (FEB). Texto "Francisco Cândido Xavier - Traços Biográficos". Páginas 01 e 05 em PDF
  7.  Martha Mendonça. Chico Xavier e a alma do Brasil. Revista Época, 1 de março de 2010, p. 86.
  8.  Mais tarde, o médium conhecerá que Emmanuel havia sido o senador romano Publio Lêntulus, posteriormente renascido como escravo e simpatizante do cristianismo e, na encarnação seguinte, como o padre jesuíta Manoel da Nóbrega, ligado à evangelização do Brasil.
  9.  Souto Maior relata uma tentativa de "linchamento pelos espíritos", bem como um episódio em que jovens nuas tentam o médium em sua banheira. Observe-se que ambos os episódios contêm aspectos narrativos comuns à chamada "prova", comum em histórias de santidade.
  10.  As Vidas de Chico Xavier pag.176
  11.  Uma livre tradução de: Ghostwriters made novelist a millionaire - onde se nota umtrocadilho com o termo, já que "escritor fantasma" - ghostwriter refere-se à pessoa que escreve obra assinada por outrem
  12.  Manchete, nº 2234, 28 de janeiro de 1994.
  13. ↑ a b Souza, Juvanir Borges de, FEB, Carta do Presidente da FEB a revista Manchete, revista Reformador, ano 113, nº 1993, 109/17, Rio de Janeiro: abril de 1995
  14.  Souza, Juvanir Borges de, FEB, Moção de reconhecimento e de agradecimento ao médium Francisco Cândido Xavier, Revista Reformador, ano 113, nº 2001, 362/14, Rio de Janeiro: dezembro de 1995
  15.  Chico Xavier morre em Uberaba aos 92 anosFolha Online, Acesso a 13 de Julho de 2007
  16.  [1]"Um café da manhã reuniu, ontem, os parceiros do Instituto Chico Xavier" JORNAL DE UBERABA 01/07/2008
  17.  Site oficial de Chico Xavier - O Filme
  18.  Martha Mendonça, Chico Xavier e a Alma do Brasil, Revista Época, 01.03.2010, p.92.
  19.  Jornal "O Ideal", janeiro de 2000
  20.  Martha Mendonça, Chico Xavier e a Alma do Brasil, Revista Época, 01.03.2010, p.92.
  21.  Revista Época. Artigo "Chico Xavier Superstar". Visto em 14 de julho de 2007
  22.  Martha Mendonça, Chico Xavier e a Alma do Brasil, Revista Época, 01.03.2010, p.88
  23.  Revista ISTOÉ, em artigo sobre os brasileiros do século na categoria religião. Visto em 14 de julho de 2007.
  24.  Primeira obra publicada
  25.  Primeira obra pelo espírito Humberto de Campos
  26.  Primeiro obra pelo espírito Emmanuel
  27.  Tiragem de 202.000 exemplares
  28.  Tiragem de 263.000 exemplares
  29.  Tiragem de 435.000 exemplares
  30.  Tiragem de 317.000 exemplares
  31.  Tiragem de 218.000 exemplares
  32.  Tiragem de 420.000 exemplares
  33.  Tiragem de 311.000 exemplares
  34.  Tiragem de 420.000 exemplares
  35.  Livro mais vendido e traduzido para outras línguas
  36.  Tiragem de 440.000 exemplares
  37.  Primeira obra pelo espírito Irmão X, pseudônimo do espírito Humberto de Campos
  38.  Tiragem de 290.000 exemplares
  39.  Livro psicografado com autoria atribuída ao poeta português, Bocage
  40.  Tiragem de 280.000 exemplares
  41.  Tiragem de 470.000 exemplares
  42.  Tiragem de 204.000 exemplares
  43.  Tiragem de 216.000 exemplares
  44.  Tiragem de 275.000 exemplares
  45.  Tiragem de 290.000 exemplares
  46.  Tiragem de 262.000 exemplares
  47.  Tiragem de 215.000 exemplares
  48.  Tiragem de 210.000 exemplares
  49.  Tiragem de 260.000 exemplares
  50.  Tiragem de 313.000 exemplares
  51.  Tiragem de 248.000 exemplares
  52.  Tiragem de 255.000 exemplares
  53.  Tiragem de 216.000 exemplares
  54.  Primeira obra em parceria com o médium Waldo Vieira
  55.  Tiragem de 262.000 exemplares
  56.  Tiragem de 314.000 exemplares
  57.  Tiragem de 240.000 exemplares
  58.  Tiragem de 473.500 exemplares
  59.  Tiragem de 223.000 exemplares
  60.  Última obra publicada

[editar]Bibliografia

  • BARBOSA, Elias. No mundo de Chico Xavier. Araras: Instituto de Difusão Espírita, 1992.
  • GAMA, Ramiro Lindos casos de Chico Xavier. São Paulo: Lake, 1995.
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[editar]Ligações externas

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