quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Profissional do passado e do presente.

concorrentes

Comentando com um amigo profissional como eu, que quando passamos dos 50 trabalhando, todos os dias somos postos à prova de sequiosos profissionais da nova guarda.
Muitos deles originários do seio acadêmico, onde todos os cases se baseiam em situações importadas, normalmente de países de primeiro mundo, estranham nossa velha, boa e apurada metodologia de trabalho.
Com olhares atônitos se questionam se a nossa experiência é de fato e de direito, ou seria apenas um devaneio aloucado de quem não fez nenhum Phd.
Gozado, mas sempre estamos no meio do problema, invariavelmente solucionando-o.
Nossos cabelos grisalhos se contrapõe ao topete longitudinal, esculturalmente trabalhado e fixado com algo que no meu tempo chamava-se "Gumex".
Somos diferentes em gênero, número e grau. Somos como o vinho, incomparável à melhor cerveja que exista.
Temos autoridade apenas no nosso olhar. Somos técnicos, pais, engenheiros, psicólogos e de alguma forma cinéfilos, pois sempre estamos vendo hoje um filme que assistimos lá atrás, sabendo como será o seu final.
Talvez essa propriedade de sermos quase sábios, assuste o ego reinante dos jovens executivos. 
Não somos antiquados, somos a experiência viva, que talvez remeta-os aos seus pais e que portanto, faz deles os pequeninos de fraldas ensopadas, frágeis, mas que tentam apresentar os superpoderes do Homem Aranha... infelizmente um forte apelo que fica no imaginário e exclusivamente no papel.
Há crueldade e arrogância, individualidade e vazio, mas eles crescerão e terão um dia os 50 anos que temos hoje, e saberão como nós a administrar esses conflitos, pois queiram ou não queiram, um dia fomos eles lá no passado e sabemos onde irá parar essa estória.


Nenhum comentário:

Postar um comentário