segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Serra deve aparentar menos apatia e elitismo.


A falta de emoção que senti no José Serra, bem como o elitismo que amedronta quem está debaixo, podem aniquilá-lo no segundo turno.
Exemplificando, quando indagado se gostava de música em um programa político que vi, mostrou sua predileção pela música clássica. O Brasil de hoje é embalado por uma mescla musical que vai desde do funk ao pagode, pois poucos brasileiros tiveram ao longo dos últimos vinte anos a oportunidade de comer três refeições ao dia, de morar em solo próprio, de poder ter educação mediana que pudesse assegurar um lugar no mercado de trabalho, quanto mais entender ou poder ouvir qualquer clássico musical. O elitismo é uma roupagem que é associada ao PSDB, por muitos e muitos, talvez pela grande maioria de brasileiros.
Ninguém tira a qualidade e preparo do candidato José Serra, mas seu ódio por cigarros - ouvi dizer que o homem admoestava as pessoas que fumavam ou fumam gratuitamente e desmedidamente- extrapolava os limites. O cigarro é uma herança da nossa pobreza social, que ao longo do tempo será deixada de lado.
Outro fato é que o homem é palmeirense com postura meio que intransigente, dai me perguntam:
Quem quer ser eleito tem que ser flamenguista, corinthiano, jabaquarense, chora bananeira futebol clube, dai a fora? Sim! Parece uma idiotice da minha parte, mas aqui em São Paulo esse fator pesa. Não é omitir, mas é amenizar situação que antipatize a todos, gregos e troianos e principalmente nós, os corinthianos.
A falta de emoção nos seus discursos faz pensar se realmente o que diz é concretizável ou ao menos interessante, pois o discurso beira ao sono de quem o assiste.
O Serra é o melhor candidato, mas o povo tem que ver nele isto e só cabe a ele mostrar por fora o que é por dentro.

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