segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Serra e Dilma no segundo debate.


Dilma Rousseff e José Serra discutiram sobre as privatizações nos governos Lula e Fernando Henrique Cardoso. Foto: Fernando Borges/Especial para Terra
Dilma Rousseff lembrou das privatizações, enquanto José Serra criticou a gestão do governoFoto: Fernando Borges/Especial para Terra


No segundo debate realizado entre os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) no segundo turno pela Folha/RedeTV!, na noite deste domingo (17), os candidatos evitaram as acusações mais diretas e voltaram a citar os programas apresentados durante suas propagandas e nos horários eleitorais.
A petista, que foi bastante incisiva no debate realizado pela Band no último domingo, preferiu questionar por diversas vezes o tucano sobre as privatizações promovidas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, mesmo mote de seus últimos programas de TV.
Do outro lado, Serra focou seus questionamentos à adversária em possíveis inconsistências no discurso da ex-ministra, lembrando, principalmente, falhas na gestão da saúde e da segurança pública.
As perguntas mais firmes dessa vez ficaram por conta das jornalistas, no terceiro bloco. Questionado pela colunista Renata Lo Prete, da Folha de S. Paulo, Serra negou que teria dito que não conhecia o ex-diretor da Dersa, Paulo Souza Vieira, o Paulo Preto. Em sua resposta, Serra afirmou ainda que é vítima nas denúncias de desvio de dinheiro em sua campanha e relacionou as notícias de seu envolvimento com Paulo Preto a uma suposta onda de sua adversária para difamar seu nome.
"Disseram que alguém tinha recebido uma contribuição para minha campanha e não tinha entregado a contribuição", diz Serra. "Nem se trata de dinheiro de governo. Se trata de dinheiro de campanha. Eu não neguei que eu o conhecia. Uma jornalista em Goiânia me perguntou sobre um Paulo Preto. Paulo Preto é um apelido que se dá e é preconceituoso e racista. Paulo Preto. Essa foi a pergunta". Serra afirmou ainda que o PT usa a tática do "pega-ladrão" para desviar as atenções.
Sobrou também para a ex-ministra de Lula se explicar. Perguntada pela pela jornalista Patrícia Zorzan, daRedeTV!, sobre seu relacionamento com a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Dilma garantiu que combate o nepotismo na administração pública.
"As pessoas erram e Erenice errou", disse Dilma. "Eu tenho um compromisso de combater o nepotismo. Nós investigamos e Erenice saiu do governo. Isso significa que nós apuramos aquilo que acontece. Nós temos uma diferença em relação ao candidato Serra. Nós investigamos."
Em suas considerações finais, Dilma afirmou que tem a honra de ser apoiada e de estar no mesmo projeto "do maior presidente da República que esse País já viu". "Assim como em 2002 a esperança venceu o medo, o amor vai vencer o ódio", disse. A candidata petista também disse que o Brasil tem grande capacidade de realização.
Fim de debate
"Temos também uma cultura de paz. Ela é a base do fato de que somos um País diferente. Somos a maior democracia do mundo de valores humanos". Dilma também falou sobre a educação e a valorização do professor, da consolidação do SUS e da articulação com o Estado. "Um País que respeita a biodiversidade e o meio-ambiente", afirmou a candidata. Ela disse que fará um governo voltado para "a pessoa humana".Em sua última intervenção, Serra afirmou que para ele é um motivo de orgulho se apresentar como candidato à presidência da República. "Vim de uma família pobre, de gente trabalhadora. Graças a escola pública, eu cheguei onde cheguei". O tucano também ressaltou os valores que aprendeu com sua família. "Meus valores que aprendi quando criança são a verdade, a honestidade, a liberdade, a democracia, a justiça e a solidariedade", disse Serra.O ex-governador paulista afirmou que sua vida pública foi pautada nesses valores. "Quem está no comando tem que servir ao público e não se servir dele". Serra disse que o que quer para o Brasil é um governo "de união nacional. O Brasil nunca vai ser desenvolvido enquanto as regiões não caminharem juntas". Serra prometeu um pacto nacional pela educação e finalizou pedindo um voto e, pedindo ao seu eleitor, que conquiste mais um voto.

Terra

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