terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Acusado de tentar matar deputada comparece a audiência


Jared Loughner
Loughner será representado por ex-defensora de Timothy McVeigh















O homem acusado de tentar matar uma congressista americana num ataque que deixou seis mortos e 14 feridos compareceu nesta segunda-feira a uma corte federal em Phoenix, no Estado do Arizona.
Jared Loughner, 22, enfrenta várias acusações pelo ataque, ocorrido no último sábado na cidade de Tucson, no mesmo Estado.
Atingida na cabeça, a deputada federal democrata Gabrielle Giffords continua em situação grave, mas os médicos dizem que o inchaço em seu cérebro se estabilizou.
Entre os mortos estavam uma menina de 9 anos e um juiz federal.
Loughner entrou no tribunal usando algemas e um uniforme prisional. Ele tinha um corte no lado direito de sua cabeça.
Durante a audiência de 13 minutos, o jovem falou muito pouco. Ele confirmou a sua identidade e, quando questionado sobre o tema, disse entender que poderia ser sentenciado à prisão perpétua ou à pena de morte por supostamente ter matado o juiz federal John Roll.
Para defendê-lo, foi indicada a defensora pública Judy Clarke, que advogou por Timothy McVeigh, responsável pelo massacre em Oklahoma em 1995.
Acusações
A corte esteve sob forte proteção policial para receber Loughner.
Os promotores fizeram cinco acusações contra ele, incluindo matar agentes federais e tentar matar a deputada Giffords.
Não está claro se o Departamento de Justiça dos EUA buscará uma pena de morte para o réu.
Loughner abriu fogo contra a deputada durante um evento político realizado do lado de fora de um supermercado em Tucson.
Segundo testemunhas, após atingi-la, ele começou a atirar contra as dezenas de pessoas que participavam do evento.
O ataque só parou quando Loughner foi contido por pessoas presentes no local.
Christina Taylor Green, a menina morta no ataque, nasceu em 11 de setembro de 2001, dia dos atentados da Al-Qaeda contra os EUA.
Homenagens
Os americanos prestaram homenagens nesta segunda-feira às vítimas do ataque.
Em frente à Casa Branca, o presidente Barack Obama e a primeira-dama Michelle pediram um minuto de silêncio pelos mortos e feridos.
A cerimônia foi acompanhada por cerca de 300 funcionários da Casa Branca.
O luto também foi observado no Congresso e na Bolsa de Valores de Nova York. A Câmara dos Representantes (deputados federais) suspendeu os debates previstos para esta semana.
Em todo o país, bandeiras dos Estados Unidos foram içadas a meio-mastro.

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