domingo, 25 de setembro de 2011

Reclamação em demasia: pode ser doença, desagrega e pode até matar.


Se você não é um reclamão, com certeza já conheceu ou até tem alguém em sua vida que reclama de praticamente tudo, que está muito cansado, reclama do trabalho, porque está quente demais ou porque o frio já está incomodando, reclama da balada, reclama por não ter nada o que fazer, reclama do comportamento de outras pessoas, reclama de algumas dores, reclama do salário e tudo é motivo para reclamar.
De acordo com especialistas da Universidade Federal de São Paulo, reclamar demais pode ser sinal de doença, que tem até nome, chama-se distimia. Que é uma depressão leve e crônica. Os portadores dessa doença são pessoas sem esperanças, reclamam de tudo e sofrem com isso. Geralmente são pessoas rotuladas como pessimistas, e em casos já avançados da doença o tratamento é realizado através de terapia e antidepressivos. Pessoas com baixa autoestima começam a desenvolver  um sentimento de rejeição, com isso passam a se queixar de tudo a sua volta. O perfeccionismo em excesso também pode desencadear a doença, pois o alto grau de exigência leva ao sofrimento. Existem maneiras de você diagnosticar o problema em si próprio, a melhor forma é pedir ajuda a algum amigo ou familiar, pedindo para ele te alertar quando você começar a reclamar. Prestar atenção no que eles dizem sobre você pode ser uma maneira de perceber o problema. E com força de vontade e atenção você mesmo pode acabar com o problema, antes de reclamar sobre alguma coisa, pare e pense se aquilo é realmente um problema que precisa ser falado. Se for dispensável é melhor se calar. A ajuda dos amigos e da família é ótima para lhe ajudar a perceber quando as reclamações estão se excedendo. E quando for reclamar de algo, tente antes resolver o tal problema, pois você precisa saber que reclamar não vai adiantar nada. Agora se você não está conseguindo lidar com o problema sozinho, a ajuda de um especialista para a indicação de uma terapia é fundamental.
Eu, particularmente, já convivi e convivo com pessoas que tem o problema. A parte ruim do processo é que acabamos a imaginar que nós somos o problema, devido as reclamações e o inconformismo que o reclamão apresenta.
A desagregação acaba acontecendo porque pelo aspecto da educação, acabamos ouvindo, ouvindo e ouvindo. Nem sempre podemos reagir às reclamações podendo ajudar ao reclamão. Pois bem, isto não tem fim. 
As pessoas vítimas ou ouvintes de reclamações constantes, acabam tendo sua liberdade individual cerceada, pois passam a temer cometer qualquer tipo de deslize que provoque insinuações e, infelizmente, reclamações.
Um tio que faleceu há mais de 30 anos, sempre nos deixou a impressão que havia se suicidado, atirando propositalmente o seu carro em um poste.
Quanto hospitalizado, confidenciou ao meu pai seu estado de extrema depressão que há anos vinha vivendo, pois era marido de uma mulher que reclamava. No momento de sua morte encontrava-se desempregado, agoniado em busca de uma saída para a sua vida, mas sucumbiu em meio a um mar de reclamações. Meu pai confidenciou-me que ele se matara por não suportar mais um estado de mesmice e de punição em tudo que dizia respeito a sua vida. Em resumo, ficou severamente doente psicologicamente. 
O assunto é sério e deve ser observado nas pessoas do nosso convívio, e em nós mesmos, para que o teor de algo que parece ser comum não se transforme em uma tragédia.
Nem todos tem paciência e discernimento para poder conviver com o INFERNO DO MAR DAS RECLAMAÇÕES.

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