terça-feira, 9 de outubro de 2012

Pedra-PE, você precisa conhecer


A cidade da Pedra no interior de Pernambuco, situa-se em uma região com aptidão ao Turismo ainda pouco explorado.
De povo alegre e hospitaleiro, o município tem como base econômica a pecuária leiteira e a ovinocultura, dentre as principais atividades.
Por que mencionar o município neste artigo?
Embora eu seja paulistano, já com mais de meio século, minha origem está lá.
Aos belos contos Irlandeses, sobre os Clãs, o desenvolvimento demográfico do município ao longo dos séculos, desde a fundação da cidade, teve praticamente uma mesma raiz.
Encontra-se lá sobrenomes como Cavalcanti, Tenório, Vaz, Albuquerque, Holanda, Cordeiro, Salviano, Leal,  Diniz, Freitas, Arcoverde e muitos outros dos habitantes da cidade, que praticamente foram originados em um ou dois antepassados comuns, lá nos primórdios. É muito comum ver a conjunção entre os sobrenomes que citei, das mais variadas formas - Tenório Cavalcanti, Tenório Vaz, Vaz Arcoverde, Arcoverde Vaz, Tenório Salviano, Vaz Cavalcanti, Cordeiro Cavalcanti, etc- o que demonstra a ligação entre famílias. A partir dos antepassados comuns, uma população surgiria, abundando inclusive municípios vizinhos. Há pessoas cujas origens são da Pedra não só em municípios vizinhos, mas ao longo do País.
O Clã, sociologicamente tem a seguinte definição: "Um clã constitui-se num grupo de pessoas unidas por parentesco e linhagem e que é definido pela descendência de um ancestral comum. Mesmo se os reais padrões de cosanguinidade forem desconhecidos, não obstante os membros do clã reconhecem um membro fundador ou ancestral maior. Como o parentesco baseado em laços pode ser de natureza meramente simbólica com a adoção de filhos, e os afins".
Talvez por isso os pedrenses e seus descendentes têm um ar de sobriedade, altivez e muita simpatia.
Soa meio arrogante essa definição, mas todos os que conheço que tiveram suas origens naquela cidade, despontam-se como pessoas diferenciadas.
Uma vez eu estava a trabalho em Rafaela, uma cidade do Interior da Argentina, comprando gado holandês para um projeto que estávamos desenvolvendo no Mato Grosso do Sul. Estava acompanhado de alguns produtores Argentinos e da região de Dourados, lá do MS. Coincidentemente havia lá alguns alunos de Zootecnia da UNICAMP de São Paulo, acompanhados por um professor e responsável pela cadeira que envolvia extencionismo. O Senhor viu meu sobrenome e me perguntou se eu era de Pernambuco. Disse que não, que era de São Paulo, mas que minha origem familiar era de lá. Sorrindo ele me disse que eu era a cara dos Vaz. Dai nos aproximamos e ele falou sobre várias pessoas que era do seu conhecimento, meus parentes que eu não conhecia pessoalmente, apenas por nome. Brincamos e nos comparamos a gado, pois os animais assim como os homens trazem algum detalhe genético, físico, que é similar em todos os descendentes.

Alunos fizeram um TCC onde mostram uma capacidade do município em exercer atividades de turismo.
Algo a ser pensado pelos empreendedores locais e pelo próprio governo. Hotéis fazendas, pousadas, restaurantes e bons guias locais, podem começar a trazer ao município mais divisas. Há a possibilidade de se gerar empregos e desenvolver novas linhas de atividades locais.

Nada impossível, mas algo para poder alavancar a cidade que tem hoje a melhor festa de Reis do Nordeste, dentre outras atrações.

Créditos - Léo Almeida
A cidade de Pedra situa-se na base de uma enorme formação granítica de forma cônica, uma pedra com 3,822 metros de circunferência e 615 metros de altura, constituindo-se em uma beleza natural.
Conceição da Pedra foi o primeiro nome do atual município e o local da vila foi, primitivamente, uma fazenda da gado de propriedade do capitão-mor Manoel Leite da Silva (falecido em 1801), oriundo das bandas de Penedo, descendente de portugueses. Seu pai chamava-se Bente Leite Cavalcanti. O capitão Manoel Leite mandou erguer na fazenda uma capelinha de taipa, sob a invocação da Virgem da Conceição, dando como patrimônio uma légua de terra em quadro. Em julho de 1875 a capela foi reedificada pelo capuchinho húngaro frei Estevam da Hungria, falecido na colônia Giquiçara, no Estado da Bahia, em 19 de maio de 1878.
A freguesia de Pedra foi criada pela lei provincial número 561, de 6 de maio de 1863, sendo provida canonicamente por ato diocesano de 14 de julho do mesmo ano, pelo seu primeiro vigário, padre Nuno Teodoro da Costa.
Foi elevada a categoria de vila pela lei provincial de número 1542 de 13 de maio de 1881, instalando-se a Câmara Municipal em 17 de agosto de 1885. Em 19 de maio de 1893 constituiu-se como província autônoma. Foi desmembrada do município de Buíque quando teve sua autonomia e passou à categoria de cidade.
De conformidade com os quadros de divisão territorial datados de 31 de dezembro de 1936 e 31 de dezembro de 1937, bem como o anexo ao decreto lei estadual número 92, de 31 de março de 1938, e a divisão territorial em vigor no quinqüênio 1939/1943, fixada pelo decreto lei estadual de número 235, de 9 de dezembro de 1938, o município da Pedra figura como termo judiciario da Comarca de Arcoverde (ex-Rio Branco). Por força do decreto lei estadual número 952, de 31 de dezembro de 1943, que fixou a divisão territorial do Estado, para vigorar no qüinqüênio 1944/1948, foi criada a comarca da Pedra que compunha-se dos distritos da Pedra - sede, Japencanga (ex-Cordeiro), Brotão, Tará (ex-Santo Antônio) e Venturosa (ex-Boa Sorte).


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