quinta-feira, 22 de setembro de 2016

O mercado de trabalho para maiores de 50 no Brasil.

Aos amigos, que como eu, maiores de 50 anos, talvez esse texto possa interessar.

Há uma prática disseminada em não se contratar maiores de 50. Pelo menos é o que já aconteceu comigo e com muitos e muitos amigos.

Fizemos parte de uma geração que atravessou as maiores agruras do País, para dar um crescimento econômico e sustentação ao que houve de bom, em termos de se tentar fazer do Brasil um País de verdade. Somos da época dos anos de chumbo, das conquistas democráticas e talvez também, de tudo de ruim que hoje estamos vendo. No afã de acertarmos, elegemos crápulas perniciosos que jamais se voltaram aos aspectos sociais, que hoje estamos incluídos, amargamente.

Há uma chance enorme e próxima, de sermos convocados ao novo processo de crescimento do País que já se inicia. Nossa formação e época que vivemos, nos credencia a participar trabalhando novamente, formal ou informalmente, para que este País possa ter critérios sólidos e responsáveis de reconstrução.

Tenho 60 anos e tenho que trabalhar, tenho que me auto sustentar. Não sou só eu, mas milhões de brasileiros na exatíssima condição e situação. Nossa longevidade é real. Somos cinquentões, sessentões, que esbanjam saúde e criatividade. Todos especialistas, cada um em sua área.

As empresas descartam até para uma entrevista logo a ver currículos desses especialistas. Quais os maiores problemas? Salários altos que perceberam ao longo da carreira. Medo da experiência profissional e, uma inexplicável tendência a descartar e marginalizar os mais idosos.

Todos precisam trabalhar. No mundo desenvolvido, os mais experientes são contratados com o objetivo de equilibrar equipes, com bom senso, facilidade de gestão de conflitos, visão crítica, maleabilidade em situações difíceis, dentre outros muitos predicados.

Como o governo nunca se mobilizou para essa tragédia, o que nos resta? Nos unirmos, criarmos condições de acesso para nova inserção no mercado. Como? Vamos nos reunir, nos organizar. Levar ao mercado nossa posição, nossa disposição e qualidade para o trabalho. 

Queremos que esse ranço que nos marginaliza seja extirpado. Teremos que de uma forma ou outra voltar ao mercado, nos auto sustentar dignamente, pois merecemos isto. 

Recomendo que todos possam se conversar entre seus grupos e amigos. 

Aqui em São Paulo estamos nos organizando, formando grupos com esse objetivo de retomada.

Agora é a hora. O Brasil necessitará de profissionais para a reconstrução de todo esse cataclisma que destruiu riquezas e a própria sociedade.

Quem tiver interesse de se aprofundar no assunto, comente ou envie-me um email.


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